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Desafios e alternativas para o tratamento de chorume de aterros sanitários

Publicado em 09-06-2021 11:00

Desafios e alternativas para o tratamento de chorume de aterros

 

Os aterros sanitários têm papel importante e necessário para o processo de descarte de rejeitos sólidos no Brasil. No entanto, a decomposição do lixo armazenado gera o lixiviado que, em junção com a água da chuva, também conhecido como percolado ou chorume,  substância de coloração escura, odor forte, alta carga orgânica em sua composição.


Tratar corretamente esse efluente é obrigação estabelecida em lei, além de um compromisso com o meio ambiente. No entanto, há muitos indicadores que dificultam o processo, como:

  • Volume muito variável com a combinação da chuva e do processo de decomposição do lixo;
  • Elevada carga orgânica e poluidora na composição;
  • Resistência aos métodos convencionais de tratamento;
  • DDestinação final do chorume tratado para um corpo d’água;
  • Atendimento às normas e regras ambientais exigidas.

Desse modo, operar uma estação de tratamento de chorume torna-se um desafio que necessita de muito estudo para que seja definida a melhor alternativa, levando em conta segurança ambiental, adequação às exigências legais e garantia de qualidade do processo.

 

Diante dessas premissas, o aterro encontra duas alternativas para o tratamento.

 

Modalidade onsite para tratamento de chorume de aterros sanitários

 

Estação de tratamento onsite

Estação de tratamento onsite

Nesse método, a construção, operação e manutenção do sistema de tratamento do chorume é realizada no próprio aterro sanitário, com recursos próprios ou da empresa contratada, que também será a responsável por todos os procedimentos relacionados à implantação, operação, manutenção, tratamento e encaminhamento adequado do efluente tratado. Consequentemente, o aterro assume todos os riscos operacionais, trabalhistas e ambientais.


Há 5 modalidades dentro desse método:

 

  1. BOT (Build, Operate and Transfer)

Modalidade na qual a empresa contratada projeta, constrói e opera a estação para o aterro, que remunera a empresa pelo serviço prestado e recebe o empreendimento após o término do contrato.

  1. BOO (Build, Operate & Own)

Como no BOT, a empresa contratada projeta, constrói e opera o respectivo sistema, contemplando todo o investimento necessário. No entanto, a diferença é que ao final do contrato, o ativo permanece com a contratada.

  1. AOT (Adquaire Operate and Transfer)

Modalidade na qual a empresa contratada compra a estação do aterro, realiza os investimentos necessários, opera e transfere novamente a unidade de tratamento ao cliente após o término do contrato.

  1. AOO (Acquire, Own and Operate)

Como no AOT, a empresa contratada adquire os sistemas de tratamento em construção ou já implantados, e fica responsável pela operação e manutenção. Entretanto, a planta não é transferida, permanecendo sob responsabilidade operacional da contratada.

  1. O&M (Operate and Maintenance)

Modalidade na qual o parceiro contratado opera o sistema de tratamento existente, fornecendo todos os insumos no processo como mão de obra, manutenções, laboratório e supervisão técnica e operacional.

 

Para esse processo, são necessários equipamentos específicos, capacitação técnica e mão de obra qualificada, o que leva muitos gestores a desistirem de ter sua própria estação e contratarem uma empresa com know-how para realizar o tratamento.

 

Modalidade offsite para tratamento de chorume de aterros sanitários


ETE Jundiaí - Tratamento offsite

ETE Jundiaí - Tratamento offsite

Uma outra alternativa é o tratamento offsite. Nesse caso, o chorume é tratado em ETE terceirizada e o parceiro contratado se encarregará de coletar, transportar, tratar e destinar corretamente os efluentes.

 

É o método indicado para aterros que não têm espaço físico para instalações próprias e necessitam que o tratamento ocorra fora da sua operação; ou que não planejam investir na construção de soluções onsite.


Diante das circunstâncias apresentadas nos aterros sanitários, as vantagens econômicas e operacionais são alguns dos fatores que beneficiam a escolha de contar com o tratamento offsite. Podemos pontuar algumas delas como:

Foco no negócio

Aterros que destinam seus efluentes e/ou resíduos orgânicos direcionam sua atenção para o que realmente interessa, ou seja, seu próprio negócio, já que o processo de recebimento, tratamento e monitoramento desses resíduos ficam a cargo da empresa de tratamento offsite.

Benefícios operacionais

Encaminhando o material residual para a empresa especializada, o gerador deixa de se preocupar com fatores como espaço para armazenamento, dificuldade para tratar os resíduos, contratação de mão de obra qualificada e também adequação às exigências para a destinação final correta do resíduo tratado.

Responsabilidade compartilhada

O gerador deixa de investir na construção, operação e manutenção da planta de tratamento e, consequentemente, não assume grande parte dos riscos operacionais, trabalhistas e ambientais com a terceirização, deixando todo o trabalho nas mãos de especialistas.

 

Além da escolha da modalidade, há também a necessidade de verificar o tipo de tratamento mais adequado para o lixiviado. As opções existentes são o tratamento biológico, o tratamento por oxidação ou o tratamento físico-químico.

 

Somente profissionais especializados podem fazer a indicação do melhor tipo através de uma análise crítica, mas na maioria dos casos, o tratamento biológico é o mais indicado.

 

Essa é uma das alternativas mais econômicas e eficientes para a degradação da matéria orgânica de efluentes biodegradáveis. Nesse processo, ocorre a ação de agentes biológicos como bactérias, protozoários e algas. 

 

O objetivo do tratamento biológico é remover a matéria orgânica dissolvida e, em suspensão, transformá-la em sólidos sedimentáveis (flocos biológicos) e gases. Basicamente, ele reproduz os fenômenos que ocorrem na natureza, mas em menor tempo.

 

Qual é a alternativa mais vantajosa para o tratamento de chorume de aterros sanitários?

 

Para determinar a melhor opção, recomendamos que as empresas avaliem as prioridades e condições do seu negócio; e se façam a seguinte pergunta: é melhor optar em investir na construção de uma ETE ou disponibilizar esse recurso para ampliar a produção?


Ao optar por qualquer uma das alternativas – onsite ou offsite – é recomendado que os gestores avaliem seus objetivos, recursos e busquem a orientação de técnicos especializados no tema para ajudar na decisão, buscando recomendações das empresas envolvidas, visitá-las, auditá-las e conversar com clientes. Independente da opção, sempre é importante contratar um parceiro idôneo.

 

Um tratamento adequado consiste em uma série de procedimentos nos quais o efluente é tratado com presença de microrganismos que se alimentam dos compostos orgânicos, gerando sedimentos que se transformam em lodo destinado para o próprio aterro. No caso da Tera Ambiental, esse resíduo orgânico é destinado para a planta de compostagem e reaproveitado junto a outros resíduos agroindustriais, transformando-os em um fertilizante orgânico composto destinado para agricultura e paisagismo.

 

Para saber sobre nossos serviços, entre em contato com nossos especialistas.

 

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Tópicos: chorume de aterro sanitário, aterro sanitário, tratamento de choroume

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