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Compostagem Industrial: Entenda o processo que colabora para a economia circular

Atualizado em 25/11/2019

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Sustentabilidade é um tema cada vez mais recorrente em todas as organizações, incluindo as indústrias. Nessas, a preocupação é ainda maior, já que o processo produtivo é responsável por gerar grandes quantidades de resíduos que, se não tratados de forma adequada, podem trazer prejuízos para o meio ambiente e para a organização. Um processo que promove a reciclagem e reaproveitamento dos resíduos sólidos industriais e, dessa forma, contribui com a economia circular, é a compostagem industrial.

 

A tecnologia da compostagem é reconhecidamente capaz de transformar as características dos resíduos sólidos orgânicos, sejam eles de origem agropecuária, urbana, agroindustrial ou industrial, em um produto orgânico, com propriedades de condicionador de solos e/ou fertilizante orgânico composto de uso seguro na agricultura. 

 

O processo é, antes de tudo, uma importante atividade de tratamento de resíduos sólidos orgânicos, capaz de transformar suas propriedades físico-químicas, estabilizar a carga orgânica, higienizá-los, reduzir massa e volume, tornando-os seguros para uso, visando a reciclagem de nutrientes e de matéria orgânica estabilizada.

 

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Como a compostagem é um processo que visa muito mais do que a simples gestão de resíduos, esse processo vai de encontro ao conceito de economia circular, que tem como objetivo manter os recursos em uso o maior tempo possível, minimizar sua disposição e ainda recuperar e regenerar produtos e materiais em todo o ciclo de vida. 

 

No âmbito industrial, investir nesse modelo, que transforma o lodo proveniente do tratamento dos efluentes em fertilizante orgânico, as empresas se tornam sustentáveis e obtêm uma série de vantagens, como segurança em relação ao descarte, diferencial competitivo e uma imagem positiva junto ao mercado. 

 

De que forma ocorre a compostagem industrial?

 

O processo de compostagem ocorre em cinco etapas que visam a transformação dos resíduos orgânicos em fertilizante. São elas:

 

1. Análise prévia dos resíduos orgânicos

 

Na primeira fase os resíduos são avaliados segundo a atividade que os gera, assim como matérias-primas e insumos utilizados na produção. Também são analisadas as suas características físico-químicas. 

Após serem aprovados pelos técnicos, é emitida uma carta de anuência ao gerador, que por sua vez solicita o Certificado de Aprovação da Destinação de Resíduos Industriais (CADRI) à CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental). 

 

2. Disposição dos resíduos nas leiras

 

Ao chegarem na planta de compostagem, os resíduos são misturados ordenadamente com cavacos de madeira e outros insumos e em seguida, dispostos em leiras, onde o material é revolvido com máquinas ou utilizam a ajuda de sopradores, o que garante a aeração e o desenvolvimento de microrganismos que os digerem e os transformam. A intensa atividade microbiana gera altas temperaturas, o que higieniza a massa na compostagem e elimina os patógenos.

 

3. Desprendimento do calor na fase termofílica

 

Após serem eleirados, a mistura em compostagem fica no mínimo 55 dias sob revolvimento frequente ou em sopradores, exposto a temperatura média de 55° C. O objetivo é higienizar a massa em compostagem, livrando-a de microrganismos patogênicos, e reduzir a sua umidade a no máximo 40%.

 

4. Peneiramento

 

Após a etapa de aeração,  o composto é peneirado. O composto passante pela peneira fica por até 30 dias em maturação e o rejeito da peneira, composto basicamente por fragmentos de madeira, é retornado ao início do processo de compostagem.

 

5. Aplicação em áreas agrícolas

 

Após peneiramento e maturação, o produto passa a ser chamado de fertilizante orgânico composto e é registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O fertilizante orgânico composto é rico em matéria orgânica, substâncias húmicas, macro e micronutrientes de plantas e é destinado para culturas agrícolas como cana de açúcar, café, frutíferas em geral, soja, milho, entre outros. Além da aplicação na agricultura, o fertilizante orgânico pode ser utilizado em plantas ornamentais, parques e jardins.

 

Vantagens do processo de compostagem industrial

 

Além de colaborarem com a economia circular e upcycling, as indústrias garantem que efluentes industriais, após tratamento, tenham seus resíduos passíveis de serem reutilizados com uma destinação ambientalmente segura sem a geração de passivos ambientais. 

 

Ao final de cada processo, as organizações recebem mensalmente o Certificado de Destinação Final (CDF), comprovando que cumpriram com as normas ambientais exigidas. O resultado é total segurança e tranquilidade para as operações.

 

A reciclagem e reaproveitamento de resíduos têm um impacto significativo e importância estratégica para a solução de alguns dos maiores problemas ambientais contemporâneos. A compostagem do lodo gerado no tratamento dos efluentes industriais é considerada uma das alternativas ambientalmente mais seguras, sustentáveis e que atende à legislação vigente. 

 

Destinar resíduos orgânicos ao processo de reciclagem ainda diminui a pressão sobre os aterros sanitários, já que a solução vai de encontro à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e também tem como meta a transformação das características dos materiais em produtos ricos em nutrientes, e prontos para retornarem a cadeia produtiva como matéria prima.

 

Abisolo cria campanha para fertilizantes orgânicos compostos

 

No final de outubro, a Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal, deu início a campanha para falar da importância da contribuição dos fertilizantes orgânicos compostos para a melhoria das características químicas, físicas e biológicas do solo. Confira o vídeo abaixo:

 

 

 

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Tópicos: economia circular, Compostagem industrial

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