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O que fazer com os restos de alimentos de Ceasas e Supermercados?

Publicado em 17-02-2016 9:52

restos de alimentos de Ceasas e supermercadosFonte foto: Ceagespoficial

Nos centros urbanos, o lixo orgânico é um grande problema devido ao impacto negativo que sua destinação inadequada acarreta à saúde pública e ao meio ambiente.

 

Entre os grandes geradores desses resíduos estão os estabelecimentos que trabalham diretamente com alimentos. Além da indústria alimentícia, incluem-se, nesta lista, os restaurantes, lanchonetes, pizzarias, bares, hotéis, supermercados e, claro, as centrais de abastecimento de alimentos, conhecidas como Ceasa.

 

A adoção de alternativas que possam minimizar as agressões ambientais é de responsabilidade da indústria de alimentos e dos estabelecimentos geradores dessa matéria orgânica, que devem utilizar o tratamento de resíduos – reciclando e reduzindo impactos e, podendo até, incorporar lucros com os subprodutos desse “lixo”.

 

Entre os resíduos orgânicos mais comuns produzidos pelos estabelecimentos que trabalham diretamente com alimentos estão: restos de comida em geral, cascas de frutas e legumes, casca de ovo, sacos de chá e café, folhas, caules, flores, papel limpo ou sujo de alimentos, sobras de alimentos preparados ou pré-preparados, produtos alimentícios vencidos ou fora da especificação.

 

Formas de reaproveitamento

Em 2010, o Brasil aprovou a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS); ela previu o fechamento de lixões a céu aberto, que devem ser substituídos por aterros sanitários. Estes possuem preparo no solo para evitar a contaminação de lençóis freáticos pelo chorume, o líquido resultante da decomposição do lixo orgânico.

 

No entanto, para esses aterros só devem ser destinados 10% dos resíduos sólidos, que são materiais que não podem ser reciclados.

 

Como a maioria dos resíduos sólidos é orgânica ou reciclável, eles podem ser transformados em matéria-prima e serem retornados na forma indireta para o consumo humano, transformados em ração ou adubo.

 

Ração Animal

Com o intuito de reaproveitar os alimentos descartados e suas sobras, há a possibilidade, com esses resíduos, de ser produzida ração animal, obtida por meio da trituração de restos de frutas, legumes e verduras.

 

Essa ração pode ser usada para alimentar suínos, aves e bovinos. E como esse alimento representa cerca de 70% dos gastos com animais, eles podem ser reduzidos em 20% a 30% com a utilização da variedade reciclada.

 

Compostagem

Outra forma de reciclagem, para alimentos que não têm condições de se tornar ração animal, é a compostagem. Ela consiste na transformação das sobras agrícolas em adubo orgânico.

 

A compostagem é a forma mais eficaz de se conseguir uma biodegradação controlada dos resíduos. Trata-se de um processo biológico, no qual os microrganismos, por meio da degradação biológica, transformam resíduos sólidos em um composto. Essa biodegradação ocorre em presença de oxigênio do ar e todo o material de origem animal ou vegetal pode entrar na produção do composto.

 

O biossólido produzido na compostagem tem ampla aplicação, principalmente na agricultura, porque, além de ser rico em fósforo e nitrogênio, principais nutrientes dos vegetais, aumenta a capacidade de retenção de umidade e as condições de enraizamento das plantas.

 

Com o emprego desse insumo, reduz-se a utilização de defensivos agrícolas, o que resulta em uma agricultura ecologicamente consciente.

 

Plano de gestão

Em um restaurante comercial, por exemplo, a geração de resíduos sólidos é enorme e requer, por parte de seus administradores, uma conscientização muito grande quanto às suas responsabilidades em relação ao destino dado a esse lixo e o impacto gerado ao meio ambiente.

 

Um bom plano de gestão de resíduos dos estabelecimentos geradores desses resíduos deveria levar em consideração que, como essa matéria orgânica pode comprovadamente ser reaproveitada, não deveria ser encaminhada a aterros sanitários.


Ou, se não houver mesmo outro jeito, que seja levada para aterros que estejam de acordo com todas as especificações determinadas na lei. Ainda que não seja o ideal, a fornecedora de alimentos conseguiria, assim, manter uma postura adequada nesse quesito.

Indústria Alimentícia

Tópicos: reaproveitamento de resíduo orgânico, Efluente e Resíduo Orgânico, indústria alimentícia

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