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Entenda como empresas e consumidores podem evitar o Greenwashing

Publicado em 05-11-2021 11:00

Greenwashing

 

O conceito de sustentabilidade está cada vez mais presente nas empresas. Para se ter uma ideia, numa pesquisa realizada pela revista Exame, que contou com mais de 140 organizações, 84% disseram avaliar todos os anos seus impactos ambientais e 45% desenvolvem estudos e buscam inovações para utilizar os recursos naturais de forma mais eficiente.

 

Os motivos para este movimento já são conhecidos. A questão das mudanças climáticas, o uso de matérias-primas finitas, as leis ambientais cada vez mais rigorosas e a preocupação com a produção e reciclagem de resíduos têm exigido uma postura mais consciente por parte das organizações, governos e sociedade como um todo.

 

No entanto, para atuar de forma adequada, é preciso que os negócios realmente compreendam o que são as práticas sustentáveis para não acabar caindo no em um conceito de  “falso sustentável”,  denominado Greenwashing.

 

O que é Greenwashing?

 

O Greenwashing, que em português significa “lavagem verde”, consiste em construir uma imagem sustentável que, na prática não existe, a partir de campanhas, anúncios, discursos e outras formas de promoção. 

 

Podendo ser adotado por empresas, órgãos públicos, indústrias e demais empreendimentos, o objetivo é gerar uma reputação de responsabilidade ambiental, porém sem realizar estratégias concretas que auxiliem neste sentido. Ou seja, trata-se de uma propaganda enganosa para clientes e outros públicos, já que aquilo que é dito não acontece ou não tem relevância.

 

Greenwashing: como identificar o “falso sustentável”

 

Para que a prática de Greenwashing fique mais clara, é possível citar diversos exemplos da falsa aparência de sustentabilidade, que na verdade escondem informações inverídicas ou equivocadas. 

 

Os casos não são poucos. Uma pesquisa inédita realizada pela Idec, a qual fez análises de mais de 500 embalagens de itens de limpeza, higiene e utilidades domésticas para avaliar esta prática, acabou por notificar dezenas de organizações do Brasil com propagandas enganosas. 

Veja algumas ações que podem ser caracterizadas como “Greenwashing”:

 

Práticas não comprovadas: casos onde os produtos carregam um apelo sustentável, mas não especificam dados ou formas de comprovar o que dizem. Um exemplo comum são os itens veganos, como cosméticos, os quais apesar da indicação na embalagem, não listam certificações ou ingredientes na descrição.

 

Falta de relevância: isso se dá quando a organização divulga uma ação que não é diferenciada. Algumas substâncias são proibidas pelos órgãos responsáveis, como o Clorofluorcarboneto (CFC), mas ainda assim, algumas marcas na tentativa de parecer ecologicamente correta, utilizam em suas comunicações a indicação de que o produto não contém CFC. No entanto, isso não faz dele ambientalmente mais correto do que qualquer outro da categoria.

 

O falso sustentável na prática: são comunicações que buscam parecer sustentáveis, mas que escondem outros tipos de problemas ambientais. É uma troca oculta, como quando uma empresa incentiva o uso de copos descartáveis com apelo de que não é necessário desperdiçar água para lavá-los. Já que a matéria prima do produto leva centenas de anos para se decompor; não há de fato um ganho ambiental significativo.

 

“Maquiagem” do mal maior: ocorre quando a organização diz que consome menos recursos, porém não deixa de consumir. Um exemplo prático é quando encontramos alguma informação em embalagens que dizem que ela foi produzida com menos plástico, mas independentemente da quantidade, continua sendo o mesmo insumo que, se descartado de forma incorreta, prejudica o meio ambiente da mesma forma.

 

Divulgação de fatos que não podem ser comprovados: casos em que o negócio divulga um fato que não pode ser comprovado ou monitorado por ela, como falar que o produto tem descarte adequado. Isso foge do controle da organização, visto que não há possibilidade de acompanhar como todos os consumidores descartam o produto pós consumo.

 

Uso de falsos selos: na tentativa de evidenciar uma sustentabilidade que não existe, alguns negócios podem desenvolver selos próprios que não passam pelas avaliações necessárias para que consiga realmente alcançar uma certificação de responsabilidade ambiental. Figuras com mensagens do tipo “produto amigo do meio ambiente” ou “ambientalmente correto” são comuns nesses casos.

 

Estas são apenas algumas das estratégias de Greenwashing realizadas atualmente, mas existem inúmeras outras, às quais é preciso cuidado. 

 

Como empresas e consumidores podem evitar o Greenwashing

 

Tanto organizações quanto consumidores podem trabalhar para evitar o conceito.

 

Para que as empresas promovam verdadeiramente a sustentabilidade, evitando a falsa aparência, primeiramente é preciso que sigam as diretrizes legais, como a ABNT NBR 14021:2017

 

A normativa define que o autor de uma declaração nos rótulos de produtos, propagandas, publicidades, e outros, é o responsável pela avaliação e o fornecimento de quaisquer informações necessárias a fim de que tais declarações sejam verificadas. 

 

Ou seja, toda alegação é passível de comprovação, mas só são consideradas verificáveis as alegações que podem ser atestadas sem o acesso de informações empresariais confidenciais, de modo que as informações devem ser divulgadas a qualquer pessoa interessada em verificar a declaração, não carecendo de justificativa ou mesmo ordem judicial.

 

As empresas também podem encontrar na norma as “autodeclarações ambientais'' no que se refere aos produtos, além dos termos selecionados usados comumente em declarações e qualificações para seu uso. 

 

Já aos consumidores, cabem algumas dicas que podem ajudar na redução de compra das marcas que praticam o Greenwashing. São elas:

  • Conhecimento dos principais selos e certificações oficiais, como por exemplo IBD, Selo Empresa B, Procel e Ecocert. Isso é importante pois, como citado, muitas organizações se utilizam de selos próprios, mas que não passam por processos e etapas reais de validação;

  • Verificação das informações divulgadas através do site, e-mail e telefone da empresa, os quais precisam constar nas embalagens, ou mesmo no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) das organizações para pedir provas a respeito das afirmações;

  • Atenção às frases vagas que não trazem nenhuma consistência, como por exemplo, “ecologicamente correto”, “amigo do planeta”, “empresa/produto sustentável”, etc. 

Vale citar que existem várias entidades da sociedade civil atuando para analisar a prática do Greenwashing pelas empresas brasileiras e os consumidores podem denunciar as empresas por práticas abusivas através do PROCON, Consumidor.gov e CONAR

 

Cobrar das empresas ações verdadeiramente sustentáveis é uma das formas mais efetivas de mudarmos o cenário de degradação ambiental atual e alcançarmos de fato a sustentabilidade.

 

Reciclagem de Efluentes Tera Ambiental

Tópicos: Desenvolvimento Sustestável, Empresa sustentável, Sustentabilidade Empresarial

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