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Descarte consciente de resíduos urbanos e industriais

Publicado em 24-06-2021 11:00

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A pandemia da Covid-19 alterou hábitos no Brasil e no mundo e atingiu as diversas esferas: sanitária, econômica, social, cultural e ambiental. Uma categoria ganhou força neste período, a dos produtos sustentáveis. A promoção do consumo consciente, uma das prioridades da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), continua sendo um grande desafio. O caminho ainda é longo até podermos afirmar que o país é de fato ecologicamente correto.

 

A edição 2020 do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, produzido pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), faz uma retrospectiva dos dados da última década nessa área. Segundo o levantamento, fazendo uma comparação histórica, é possível perceber uma evolução entre as ações no tratamento de resíduos sólidos. No período de 2010 a 2019, a geração de Resíduo Sólido Urbano (RSU) no Brasil passou de 67 milhões para 79 milhões de toneladas por ano.

 

Mas será que os brasileiros, em geral, sabem fazer o descarte correto dos resíduos sólidos (materiais, substâncias e objetos descartados)? O que vemos, infelizmente, é que muitas vezes eles ainda são despejados a céu aberto sem o cuidado necessário.

 

Os produtos plásticos, por exemplo, em sua maioria, são feitos de polímeros extraídos do petróleo, como polietileno, polipropileno, ou PET, e se descartados levam até 400 anos para se decompor. O destino ideal para os plásticos convencionais é a reciclagem. A matéria-prima dita sustentável normalmente vem de fontes renováveis, como os amidos e fibras da cana-de-açúcar, milho, beterraba, bambu e o vidro. Uma embalagem biodegradável é aquela que se renova em até 180 dias e deve ser descartada de forma apropriada para tal. A embalagem compostável, além de se degradar, é transformada em adubo, se devidamente disposta em operações que realizam compostagem.

 

No Brasil, tem crescido a disponibilidade de embalagens biodegradáveis e compostáveis em todos os segmentos. Para o Food Service, a Qualifest é uma empresa que oferece produtos comprovadamente compostáveis e outros materiais que visam a redução do impacto ambiental.

 

Compostagem: uma atitude de respeito ao meio ambiente

 

Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos edição 2020 da ABRELPE, no Brasil, a maior parte dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) coletados segue para distribuição em aterros sanitários, tendo registrado um aumento de 10 milhões de toneladas em uma década, passando de 33 milhões de toneladas por ano para 43 milhões de toneladas.

 

Por outro lado, ainda segundo esse levantamento, que faz uma retrospectiva da última década, entre 2010 e 2019, a quantidade de resíduos que segue para unidades inadequadas (lixões e aterros controlados) também cresceu, passando de 25 milhões de toneladas por ano para pouco mais 29 milhões de toneladas por ano.

 

Os resíduos sólidos que são descartados nos lixões e aterros são geralmente das construções civis, hospitalares, agrícolas, industriais e de mineração. Porém, também vêm das residências e limpezas urbanas. Como alternativa a essas destinações menos nobres, a compostagem surge como opção ambientalmente mais segura, sustentável e que atende à legislação vigente.

 

A compostagem é uma solução que vai de encontro à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que também tem como objetivo o reaproveitamento e transformação de resíduos em produtos ricos em nutrientes para o solo, como os fertilizantes orgânicos compostos. Ela recicla nutrientes, como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre, convertendo resíduos orgânicos em fertilizantes, processo que ocorre pela ação de fungos e bactérias.

 

As formas possíveis de compostagem são a doméstica, a comunitária e a industrial. A do tipo doméstica, caseira ou residencial é fácil, acessível, higiênica, reduz o lixo orgânico e a emissão de gases do efeito estufa. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mais da metade da produção de lixo proveniente das casas brasileiras poderia ser evitada e transformada em adubo se todos fizessem esse tipo de compostagem.

 

Há projetos que demonstram que é possível trabalhar, ao mesmo tempo, sustentabilidade, educação e senso de comunidade, como ocorre em alguns locais em Florianópolis, Goiânia e São Paulo, que vêm realizando a coleta dos seus resíduos para tratamento através da compostagem em áreas urbanas, escolas e até quartéis. 

 

No bairro de Pinheiros, em São Paulo, um grupo de estudantes, professores e voluntários se uniram para criar o Projeto Horta e Compostagem no Fernão, a fim de transformar resíduos orgânicos em adubo por meio da compostagem, e em seguida, utilizá-lo em uma horta que vai garantir mais alimentos para os estudantes e funcionários da Escola Estadual Fernão Dias Paes. A iniciativa além de promover a integração da escola com a comunidade, coloca na pauta a importância de valorizar questões ambientais e sociais.

 

As empresas estão buscando aperfeiçoar em seus negócios a cultura da gestão dos resíduos sólidos, pois além de contribuírem para políticas de desenvolvimento sustentável, interferem diretamente na imagem que a empresa passa para o seu público alvo e para o restante da sociedade. O que no resultado final, gera confiança e credibilidade.

 

A título de exemplificação de empresa que executa a compostagem com responsabilidade, segurança e qualidade, podemos citar a  Tera Ambiental. Outras que têm como prioridade os itens sustentáveis nas suas linhas de produção, são a  Natura Cosméticos, Nestlé e Unilever.

 

No Brasil, a prática da compostagem ainda está bem aquém do seu potencial. Apenas 3% do lixo é reciclado, segundo dados da Abrelpe. Em outros países, temos modelos importantes do uso eficiente dos recursos naturais. Alemanha,  é considerada um dos países mais eficazes no tratamento de lixo e é o campeão, com 60% de reciclagem. Outros países como Coréia do Sul (59%), Áustria (58%), Eslovênia (58%), Bélgica (55%), Holanda (51%), Suíça (50,5%) e Suécia (49%) são também referências no tratamento de lixo e conseguem, inclusive, gerar empregos por meio da reciclagem segura.

 

Reduzir o impacto ambiental é um exercício diário de consciência coletiva. Como mostramos, é possível fazer mudanças no dia a dia, alterar hábitos que contribuam para uma vida mais saudável. Investir no meio ambiente é investir em saúde e desenvolvimento sustentável.

 

Fique por dentro da lei dos resíduos sólidos

 

Para que possamos ter produtos sustentáveis de forma mais acessível é preciso aprimorar a coleta e a geração do lixo e permitir a viabilidade da reciclagem e o descarte adequado dos resíduos.

 

Em 2020, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 2.305/2010) completou 10 anos. Ela é considerada um marco na legislação ambiental, pois define as diretrizes para a gestão do resíduo sólido. A meta inicial era extinguir todos os lixões até 2014, o que acabou sendo prorrogada para 2024. Infelizmente, o Brasil ainda caminha a passos lentos para uma solução definitiva e eficiente para o tratamento e destinação do lixo urbano.

 

Entre os objetivos principais da PNRS estão a proteção da saúde pública; reduzir, reutilizar e reciclar; estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo; desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas; e incentivo à indústria de reciclagem. Em suma, a política ao passo que determina o fim dos lixões, também incentiva a reciclagem de resíduos sólidos na produção industrial.

 

O combate ao descarte inadequado do lixo continua. Para isso acontecer, é preciso que a responsabilidade seja compartilhada entre todos os envolvidos no processo e que o cidadão tenha a consciência do controle do próprio consumo e do descarte.

 

Artigo desenvolvido por Qualifest, comercializadora de produtos biodegradáveis de uso único, confeccionados com materiais naturais, para hotéis, restaurantes ou buffets. 

 

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Tópicos: resíduos sólidos, resíduos industriais, compostagem de resíduos, Compostagem industrial, descarte de resíduos

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